Publicado: 3 de julho de 2026
Um relatório de empregos surpreendentemente fraco nos EUA deu ao um novo impulso, catapultando os preços de volta acima da marca de US$ 4.100. Com apenas 57 mil novos empregos criados em junho, o relatório ficou muito aquém das expectativas do mercado de 115 mil.
Para piorar a situação, os números de abril e maio foram revistos em baixa em um total de 74 mil empregos. Embora a taxa de desemprego tenha caído ligeiramente para 4,2%, os mercados interpretam os dados como um sinal claro de desaceleração econômica. Como resultado, o dólar americano enfraqueceu, já que os investidores agora precificam a possibilidade de novos aumentos das taxas de juros pelo Federal Reserve em dezembro, em vez de outubro.
Preços do ouro e da prata se beneficiam do alívio na pressão dos juros
Essas preocupações com o alívio dos juros proporcionaram um forte suporte aos metais preciosos — embora o rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos tenha permanecido teimosamente perto de 4,5%, impedindo um alívio maior via canal de juros. Ainda assim, o ouro registrou seu maior ganho semanal desde o final de maio. A prata teve um desempenho ainda mais dinâmico: o metal branco encerrou uma sequência de sete semanas de perdas, recuperou-se fortemente de suas mínimas de junho e, assim, superou até mesmo o forte desempenho do ouro.
Do ponto de vista da análise técnica, o foco para o preço do ouro está agora na zona de resistência entre US$ 4.162,36 e US$ 4.214,34. Um rompimento sustentado poderia abrir caminho para os próximos alvos em US$ 4.382,62 e US$ 4.411,94. No lado negativo, uma queda abaixo de US$ 3.959,00 é considerada o primeiro sinal de alerta, seguida por níveis de suporte adicionais em US$ 3.942,10 e US$ 3.886,46. Para a prata, a próxima barreira importante está entre US$ 60,05 e US$ 63,32. Se essa faixa for rompida, US$ 65,03 e US$ 69,85 entrarão em foco, enquanto o metal precioso permanece bem suportado em US$ 58,83 e US$ 58,00 por enquanto.
Riscos geopolíticos ficam em segundo plano
Enquanto os dados macroeconômicos dos EUA dominam os movimentos de preços, a situação no Estreito de Ormuz está perdendo influência como impulsionador imediato do mercado. O tráfego marítimo voltou ao normal, com média de cerca de 40 passagens por dia. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo também retornaram aos níveis anteriores à guerra, com o WTI a US$ 68,69 e o Brent a US$ 71,80. O prêmio de risco geopolítico caiu significativamente à luz das negociações em curso entre EUA e Irã e do tráfego marítimo ininterrupto, o que significa que o conflito no Oriente Médio representa atualmente apenas um fator geopolítico residual para o mercado de ouro.
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