Operadores de minas na Zâmbia estão formalizando suas reivindicações políticas antes das próximas eleições nacionais, apelando ao governo para reforçar os incentivos ao processamento local de minerais, à exploração greenfield e à expansão da geração de energia. Os líderes do setor sublinham que estas medidas são vitais para atingir a meta nacional de triplicar a produção anual de cobre para 3 milhões de toneladas.
Este impulso coincide com um mercado físico restrito, onde a procura crescente de metais críticos para veículos elétricos, redes elétricas e construção impulsionou os futuros do cobre de referência em mais de 40% no último ano, para 14.000 dólares por tonelada. A estabilização fiscal e um maior envolvimento com as mineradoras já atraíram mais de 10 mil milhões de dólares em investimento comprometido para a Zâmbia desde as eleições de 2021. No entanto, a expansão da produção a longo prazo depende da resolução de estrangulamentos críticos em infraestruturas.
De acordo com a Câmara de Minas da Zâmbia, manter uma linha robusta de exploração através de investimento greenfield e reformas no licenciamento é essencial para garantir um crescimento real da indústria. Entretanto, os produtores não integrados continuam a defender a isenção de direitos de exportação sobre concentrados de cobre. Os executivos do setor estimam que a Zâmbia necessita de, pelo menos, 2.000 megawatts de capacidade de geração adicional para evitar que graves défices de energia limitem as expansões mineiras planeadas. Dado que a mineração continua a ser a espinha dorsal económica do país, contribuindo com 9% do PIB, 72% das receitas de exportação e quase metade da receita do governo, os analistas preveem uma continuidade geral da política de investimento direto estrangeiro após as eleições.



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