Previsão Semanal: Expectativas Políticas Frustradas e Feedback Negativo se Aprofunda; Próxima Semana Pode Ver Consolidação nas Baixas
Esta semana, os metais ferrosos caíram no geral, liderados pelo minério de ferro e vergalhão, que atingiram novas mínimas da fase. O principal fator da queda foi a ressonância de múltiplos fatores baixistas: Primeiro, após a reunião do Politburo, o resultado ficou aquém das expectativas do mercado, provocando o colapso do suporte emocional. Segundo, o suporte de custos desmoronou gradualmente, com o segundo corte nos preços do coque implementado rapidamente e o mercado esperando unanimemente um terceiro corte. Além disso, a produção de metal quente caiu para o fundo, enquanto os embarques globais de minério de ferro permaneceram altos e os estoques nos portos eram abundantes; a queda nos preços das matérias-primas permitiu que a lógica do feedback negativo se transmitisse suavemente. Por fim, a demanda de uso final estava sazonalmente fraca, com altas temperaturas e chuvas intensas restringindo a construção. Os estoques totais de metais ferrosos continuaram a acumular, as transações à vista foram lentas e o desequilíbrio entre oferta e demanda persistiu.
Na próxima semana, espera-se que o mercado continue seu padrão de busca de fundo fraco no curto prazo, mas o ritmo de queda pode diminuir um pouco. Do lado dos fundamentos, de acordo com o acompanhamento da SMM, a oferta de aço acabado permaneceu relativamente frouxa. Do lado da demanda, limitada pelo aprofundamento da entressafra, é improvável que as compras de uso final registrem aumentos significativos de volume, tornando o padrão de oferta forte e demanda fraca difícil de reverter por enquanto. Do lado das matérias-primas, o jogo em torno do terceiro corte nos preços do coque se intensificará. Se implementado, o centro de custo do aço se deslocará ainda mais para baixo. O minério de ferro, sob pressão de altos embarques e estoques nos portos, dificilmente verá estabilização no lado dos custos. Espera-se que o vergalhão e a bobina laminada a quente consolidem principalmente nas baixas, sendo necessário observar a eficácia do suporte das mínimas anteriores quanto ao espaço de queda. No lado operacional, é recomendável manter uma posição cautelosamente baixista no curto prazo, atentando para os desenvolvimentos da manutenção nas siderúrgicas e as mudanças marginais nas transações de uso final.
Minério de Ferro: Recuperação do Sentimento Após Queda Acentuada; Pequeno Rebote Esperado na Próxima Semana
Esta semana, os preços do minério de ferro caíram, com o contrato mais negociado I2609 liderando a queda nos metais ferrosos, atingindo uma mínima intradiária de 706 iuanes/t, uma nova mínima do ano. Esta rodada de queda foi impulsionada por uma ressonância de múltiplos fatores. Em comparação com o ajuste acentuado nos futuros, as cargas spot no porto mostraram relativa resistência, com a queda diminuindo significativamente.
Olhando para a próxima semana, a pressão de oferta sobre o minério de ferro será significativamente maior que a demanda. Sob o padrão de oferta folgada, espera-se que os estoques nos portos continuem se acumulando, suprimindo assim o potencial de alta dos preços do minério. Do lado dos custos, influenciado pela escalada do conflito EUA-Irã, os preços do petróleo bruto se fortaleceram, impulsionando uma leve recuperação nas taxas de frete marítimo, fornecendo algum suporte de custo para os preços do minério de ferro. Além disso, o pessimismo do mercado desta semana foi parcialmente liberado, e os preços do minério tiveram uma queda maior que o esperado, portanto há necessidade de reparação técnica no curto prazo. No entanto, considerando a fraca demanda final geral, é difícil fornecer impulso ascendente sustentado,Na próxima semana, espera-se que os preços do minério mostrem uma tendência de recuperação consolidativa, com espaço limitado para rebote.
Coque: Desequilíbrio Oferta-Demanda se Amplia; Terceira Rodada de Cortes de Preços Possível na Próxima Semana
Do lado da oferta, a segunda rodada de cortes nos preços do coque foi implementada, fazendo com que a maioria dos produtores de coque entrasse em prejuízo, com leves cortes de produção observados. No entanto, os embarques dos produtores de coque foram fracos, e os estoques nas fábricas se acumularam em graus variados. Do lado da demanda, os preços do coque foram cortados duas vezes, reduzindo ligeiramente as perdas das siderúrgicas. Contudo, a demanda de aço fora de temporada permanece lenta, com a pressão de estoque persistindo. As usinas continuam a controlar as chegadas de coque e a pressionar por mais cortes de preços. No lado do carvão de coque, a supervisão rigorosa de segurança continua a restringir a produção das minas. Com o segundo corte de preços do coque já implementado, as compras downstream mantêm uma postura de espera, e novos pedidos nas minas permanecem insuficientes. Algumas variedades de carvão de alta qualidade têm leve margem para cortes compensatórios de preços, e o mercado de carvão de coque no curto prazo deve permanecer em baixa. No geral, o desequilíbrio oferta-demanda do coque é significativo, e espera-se que o mercado de coque no curto prazo permaneça fraco, com a possibilidade de um terceiro corte de preços.
Sucata de Aço: Equilíbrio Apertado sob Oferta e Demanda Fracas; Preços no Curto Prazo Devem se Consolidar
Do lado da oferta, as bases de processamento de sucata, limitadas por retenção de capital, conformidade fiscal e ciclos de cobrança, tendem a controlar os estoques. Com os preços em patamares baixos, o setor de reciclagem de sucata mostra maior relutância em vender. Pelo lado da demanda, o minério de ferro ainda enfrenta resistência, e os cortes nos preços do coque que entraram em vigor ampliaram novamente a vantagem de custo do metal quente, reduzindo o incentivo das usinas de alto-forno para elevar as taxas de adição de sucata. As usinas de forno elétrico a arco (EAF), afetadas pela demanda da entressafra e pelas margens persistentemente baixas, mantêm-se cautelosas, com produção em níveis baixos a médios e a estratégia de produzir conforme as vendas. De modo geral, a contração da oferta de preços baixos equilibra a fraca demanda das usinas, e espera-se que os preços da sucata continuem se consolidando no curto prazo.
Vergalhão: Lado dos Custos em Queda Mantém os Preços de Fundo em Risco
Os preços do vergalhão caíram esta semana. O preço médio nacional agora é de 3.052 yuan/tonelada, queda semanal de 40 yuan/tonelada. Pelo lado da oferta, embora as recentes concessões nas matérias-primas tenham trazido algum alívio, a maioria das usinas ainda opera com prejuízo, reduzindo o entusiasmo produtivo. Além disso, as usinas do centro e norte da China enfrentam pressão de fluxo de caixa negativo e têm planos de manutenção de curto prazo, o que aliviará ainda mais a pressão sobre a produção. Ademais, as perdas nos fornos elétricos estão se aprofundando e, com as dificuldades de coleta de sucata no verão, alguns produtores continuam reduzindo as horas de operação, com algumas paradas previstas para a próxima semana, indicando tendência contínua de queda nas taxas de operação dos EAFs. Pelo lado da demanda, a queda de preços da semana, combinada com a fraqueza sazonal da demanda, resultou em transações geralmente mornas. O tempo chuvoso também prejudicou a construção em algumas regiões, desacelerando o ritmo de compras a jusante. Estoques: os estoques das usinas caíram enquanto os estoques sociais subiram, mantendo os estoques totais em fase de acúmulo, com a pressão da entressafra se tornando gradualmente mais evidente. Sabe-se que a lucratividade agora diverge por região no país. As usinas do leste da China permanecem relativamente lucrativas, com algumas ainda gerando margens brutas positivas, enquanto as usinas do norte e noroeste enfrentam perdas maiores e estoques crescentes, beirando o fluxo de caixa negativo. Olhando para frente, a implementação do segundo corte nos preços do coque desloca o lado dos custos para baixo, enfraquecendo o suporte de preços de piso. Voltando aos fundamentos do vergalhão, o desequilíbrio entre oferta e demanda está se acumulando, e a demanda fraca não oferece impulso. Espera-se que os preços à vista enfrentem novos riscos de queda na próxima semana , com atenção necessária aos fluxos de capital do mercado e aos cortes de manutenção das usinas.
Bobina Laminada a Quente: Expectativas Frustradas e Pressão dos Fundamentos, Consolidação de Preços no Fundo
Nesta semana, os preços da bobina laminada a quente enfraqueceram frente à semana anterior, com queda semanal no volume de negócios. Do lado da oferta, o impacto das paradas para manutenção nas linhas de laminação diminuiu na semana, elevando a produção total. Do lado da demanda, a demanda aparente recuou. Em estoques, o estoque total subiu 77.500 t na semana, enquanto o estoque nas usinas caiu 6.200 t. No estoque social, o volume nos 86 armazéns monitorados pela SMM (amostra ampla) atingiu 4,4773 milhões de toneladas, alta de 83.700 t na semana (+1,90%) e avanço de 40,27% na comparação anual. Por região, exceto leve redução no nordeste, todos os demais mercados acumularam estoques, com oscilação mais intensa no leste da China. Do lado dos custos, o segundo corte nos preços do coque foi implementado nesta semana, enfraquecendo o suporte. Adiante, espera-se uma terceira rodada de redução, e o suporte dos custos deve permanecer frágil. Do ponto de vista fundamental, o desequilíbrio entre oferta e demanda da bobina a quente segue se acumulando. Somado às expectativas frustradas com a reunião do Politburo, não há um catalisador claro de alta para os preços. Contudo, considerando que os preços já estão em patamares relativamente baixos, o espaço para queda é limitado. Na próxima semana, espera-se que os preços se consolidem no intervalo de fundo, com o contrato mais negociado oscilando na faixa de 3.200 a 3.390.
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