O setor mineiro da Zâmbia está a iniciar uma fase de expansão significativa, à medida que os grandes produtores internacionais aumentam as despesas de capital para se alinharem com as ambições do governo de aumentar a produção nacional de cobre para perto de 1 milhão de toneladas métricas por ano. Contudo, segundo relatos da imprensa estrangeira, analistas da indústria alertam que as metas de produção de longo prazo do país dependem fortemente de a infraestrutura de rede e de transportes conseguir expandir-se a par da capacidade mineira.
A principal limitação operacional continua a ser a disponibilidade de eletricidade em todo o cinturão do cobre. Com mais de 83% da base energética nacional da Zâmbia, de 3.985 MW, dependente de ativos hidroelétricos como Kafue Gorge e Kariba North, as recentes descidas dos níveis de água provocadas pela seca expuseram graves vulnerabilidades energéticas em todo o setor mineiro. As flutuações não programadas da rede e o racionamento de energia de emergência representam riscos operacionais agudos para as operações de processamento intensivas em energia, onde as interrupções de energia causam choques térmicos severos nos revestimentos de tijolo dos fornos de cobre, resultando em danos físicos nos equipamentos e paragens operacionais prolongadas. Para mitigar estas perturbações, as empresas mineiras estão a investir cada vez mais em projetos de energia renovável fora da rede, capacidade de energia solar fotovoltaica em escala de serviço público e importações regionais de energia. Para além da energia, o crescimento sustentado da produção exigirá investimentos de capital nas redes de logística ferroviária, nas infraestruturas hídricas e na capacidade técnica dos fornecedores locais.


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