Grupo México prevê déficit global de cobre em 2026, impulsionado pela descarbonização e demanda tecnológica
Grupo México espera que o mercado global de cobre permaneça em leve déficit em 2026, apoiado por uma economia americana resiliente e pela aceleração da demanda por tecnologias de descarbonização, inteligência artificial e veículos elétricos. Falando durante uma teleconferência com analistas na quarta-feira, Leonardo Contreras, chefe da unidade de mineração da empresa, enfatizou que a atual dinâmica de oferta e demanda aponta para um mercado global apertado. A perspectiva construtiva do mercado surge após os resultados financeiros trimestrais do conglomerado divulgados na terça-feira, que revelaram um salto de 79% no lucro líquido, impulsionado pelos preços mais altos do cobre de referência.
A rápida expansão das iniciativas de transição energética, da produção de veículos elétricos e da infraestrutura de data centers de IA de alto consumo energético continua a absorver a oferta de cobre refinado em ritmo robusto. Simultaneamente, a atividade industrial estável nos Estados Unidos oferece um piso macroeconômico sólido para o consumo físico. Dados os longos prazos de desenvolvimento e os obstáculos operacionais para colocar nova capacidade de mineração em operação, o crescimento da demanda fundamental deve superar as adições de oferta das minas rumo a 2026.