Os governos europeus preparam-se para procurar medidas de salvaguarda mais amplas contra o aumento das importações, principalmente da China, marcando uma nova mudança no sentido de uma proteção comercial mais rigorosa, numa altura em que os setores industriais europeus enfrentam custos energéticos elevados e uma procura fraca. A União Europeia dispõe atualmente de um regime de salvaguarda que abrange as ferroligas, enquanto governos como os de França, Itália e Alemanha pressionam agora por investigações adicionais que abrangem produtos químicos e plásticos.
Para o mercado do crómio, este desenvolvimento poderá ter implicações que vão além dos produtos diretamente visados pelas novas propostas. Um ambiente comercial da UE mais protecionista poderá alterar os fluxos de importação de aço inoxidável e as estratégias de aprovisionamento, afetando potencialmente a procura de ferrocrómio e a competitividade dos fornecedores estrangeiros. Com a UE a utilizar já salvaguardas comerciais para as ferroligas, uma maior expansão das medidas de defesa comercial poderá aumentar a incerteza quanto aos fluxos globais de ferrocrómio e aos prémios, sobretudo se a proteção se estender cada vez mais tanto aos fatores de produção de ligas a montante como aos produtos siderúrgicos a jusante.

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