[SMM Flash] Os riscos de minerais de conflito em torno da cadeia de abastecimento de coltan no leste da República Democrática do Congo (RDC) continuam significativos, apesar do aumento do escrutínio internacional e dos esforços diplomáticos. Rubaya, uma importante área produtora de coltan em Kivu do Norte sob controlo da AFC/M23, tornou-se uma fonte-chave de receitas para o grupo armado. Investigações recentes indicam que o coltan da região continua a transitar pelo Ruanda antes de entrar nas cadeias de abastecimento internacionais, levantando preocupações sobre a eficácia dos atuais sistemas de rastreabilidade mineral e de abastecimento responsável.
Uma investigação de junho de 2026 encontrou evidências de que pelo menos cinco dos sete maiores exportadores de coltan do Ruanda tinham comprado material com origem em áreas da RDC controladas pelo M23. O material terá sido revendido a comerciantes e fundições na China e no Cazaquistão antes de entrar nas cadeias de abastecimento a jusante da eletrónica. As conclusões reforçam avaliações anteriores da ONU de que minerais de Rubaya podem ser misturados com a produção legítima do Ruanda, tornando a sua origem cada vez mais difícil de verificar.
A pressão internacional intensificou-se. O Tesouro dos EUA sancionou, em junho, uma rede ruandesa por comércio ilícito de minerais ligado ao M23, enquanto os mecanismos de monitorização RDC-Ruanda ao abrigo dos Acordos de Washington prosseguiram em agosto. Ao mesmo tempo, representantes da RDC e da AFC/M23 têm avançado com um processo de paz separado em Doha. Para compradores de tântalo e coltan, os desenvolvimentos evidenciam uma necessidade crescente de verificação de origem mais robusta, auditorias independentes e controlos da cadeia de abastecimento, à medida que o risco geopolítico se torna cada vez mais um fator na aquisição de minerais críticos


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