A produção de cromo do Zimbábue caiu 61,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 465.638 toneladas para 178.425 toneladas, de acordo com o Ministério de Minas e Desenvolvimento Mineiro do país. A queda está entre as mais acentuadas registradas entre os principais minerais do Zimbábue no trimestre.
A Associação dos Mineradores de Cromo do Zimbábue atribui a contração ao esgotamento dos depósitos aluviais de cromo, o sedimento solto e próximo à superfície que historicamente abasteceu a maior parte da produção do país e sustentou seu setor de mineração artesanal e de pequena escala. O presidente da associação, Shelton Lucas, afirmou que a reposição desses depósitos ocorre apenas por meio de processos sedimentares lentos, não havendo perspectiva de curto prazo de que a oferta aluvial se recupere aos níveis anteriores.
Com o esgotamento das fontes aluviais, os mineradores do Zimbábue estão recorrendo cada vez mais ao cromo em pedaços contido em formações de rocha dura, um recurso que exige perfuração, detonação, britagem e maior mecanização para ser extraído. Essa mudança eleva o limiar de capital e custos para participação em um setor ainda dominado por operadores de pequena escala, posicionando o ritmo e as condições da transição do Zimbábue para a mineração em rocha dura como um fator decisivo para a oferta de cromo do país no futuro.


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