A PLS Group, da Austrália, afirma estar otimista em relação às perspectivas do preço do lítio e está avançando nos estudos para uma possível Decisão Final de Investimento na expansão da capacidade de sua operação de espodumênio em Pilgangoora, na Austrália Ocidental. O CEO Dale Henderson afirmou que o estudo de expansão P2000 será divulgado no trimestre encerrado em dezembro, com o estudo visando dobrar a produção para 2,0 milhões de toneladas por ano, embora os comentários de Henderson indiquem que a divulgação do estudo, e não uma FID confirmada, é o marco de curto prazo.
A PLS registrou lucro líquido anual de A$526 milhões (US$377 milhões) nos 12 meses até 30 de junho, revertendo uma perda do ano anterior, embora o resultado tenha ficado abaixo das expectativas. Henderson descreveu o ambiente atual como "a próxima parte do ciclo", citando forte demanda em meio a uma oferta restrita. As ações subiram até 8,1% em Sydney com os resultados. A empresa afirmou que a expansão orgânica continua sendo a prioridade sobre fusões e aquisições por enquanto.
Ponto de vista da SMM: A divulgação do estudo P2000, prevista para o final de dezembro, é o dado concreto de curto prazo – é um passo em direção a uma possível FID, e não a FID em si, e sua divulgação não compromete a PLS com a meta de 2,0 milhões de toneladas que estuda. Mesmo que a PLS aprove a expansão, dobrar a capacidade de Pilgangoora é uma construção de vários anos, não uma adição imediata de oferta, e nada diz sobre os volumes agregados de SC6 na Austrália Ocidental, que dependem também de decisões em outras operações. A SMM tratará a divulgação do estudo em dezembro, e não os comentários de resultados de hoje, como o próximo marco relevante nessa história, e avaliará as implicações de diferenciais de teor para o SC5.5/SC5.0 africano assim que uma FID real e o cronograma de construção forem confirmados.
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