Em julho, todas as cinco principais categorias de exportação de folha de alumínio caíram em relação ao mês anterior. A categoria principal — folha de alumínio laminada, não trabalhada adicionalmente, sem suporte (0,01 mm < espessura ≤ 0,2 mm) — exportou 46.800 tm, uma queda de 7,1% em relação ao mês anterior, representando 39,4% do total das exportações de julho. No acumulado de janeiro a julho, a composição dos produtos permaneceu amplamente estável. A categoria principal, com espessura 0,01 mm < espessura ≤ 0,2 mm, representou 38,7%, e a folha de alumínio ultrafina com espessura ≤ 0,007 mm representou 20,9%, somando quase 60%.

Por país, a Tailândia ficou em primeiro lugar com 9.500 tm, seguida pelo México (9.300 tm) e Coreia do Sul (8.800 tm). Notavelmente, a Indonésia, líder em exportações em junho (10.800 tm em junho), caiu fortemente para 8.800 tm em julho (-18,8% em relação ao mês anterior), enquanto o México contrariou a tendência com um aumento de 14,8%, substituindo a Indonésia como o segundo maior destino. A Índia caiu de 10.200 tm em junho para 8.200 tm (-20,2%).
O cenário de exportação de julho apresentou três características marcantes: Primeiro, os mercados tradicionais do Sudeste Asiático recuaram coletivamente — Tailândia -13,1%, Indonésia -18,8%, Vietnã -24,2%, Malásia -56,0%, refletindo uma fraqueza marginal na demanda da região; segundo, o mercado norte-americano divergiu da tendência — México +14,8% cresceu contra-ciclicamente, Canadá +1,2% subiu ligeiramente, mas os EUA -10,9% continuaram a cair; terceiro, o mercado do Oriente Médio corrigiu significativamente devido a flutuações geopolíticas — Arábia Saudita -25,3%, EAU -2,8%.
Numa visão abrangente, a SMM mantém sua previsão para 2026 de exportações de folha de alumínio chinesas em 1,3-1,35 milhão de tm. As exportações acumuladas de 802.000 tm de janeiro a julho estabeleceram uma base sólida para alcançar a meta subsequente. Para atingir a previsão anual de 1,3 milhão de tm, as exportações de agosto a dezembro precisam exceder aproximadamente 498.000 tm, exigindo exportações médias mensais de cerca de 99.600 tm — uma meta que não é difícil mesmo sob o atual ambiente de relação de preços SHFE/LME, com base nos dois julgamentos a seguir:
Primeiro, os pedidos em carteira garantem entregas futuras. De acordo com uma pesquisa da SMM, algumas empresas de papel alumínio já programaram entregas de pedidos de exportação a partir da fábrica até meados de outubro. A captação de pedidos não apresentou uma queda acentuada, pois clientes no exterior fecharam grandes volumes durante o alargamento anterior do spread de preços entre os mercados chinês e internacional, criando inércia de execução com entregas concentradas nos meses seguintes.
Em segundo lugar, a demanda no exterior mostra resiliência, e os padrões sazonais apontam para um quarto trimestre não fraco. Embora julho tenha registrado um recuo mensal, o volume mensal de exportação de 118.800 t permanece na faixa média-alta histórica. O recuo de curto prazo no Sudeste Asiático não implica um colapso de tendência; a lógica de longo prazo de industrialização e upgrade de consumo permanece intacta. O crescimento contracíclico no mercado mexicano fornece um novo ponto de apoio incremental para o mercado norte-americano, e as exportações anuais deverão ficar na faixa de 1,3-1,35 milhão de t.


![As exportações de folha de alumínio em julho recuaram 9,3% em relação ao mês anterior, mas a meta anual de 1,3 milhão de toneladas métricas permanece alcançável [Análise SMM]](https://imgqn.smm.cn/usercenter/fFkYh20251217171651.jpg)
