Zâmbia produziu 447.181,93 toneladas de cobre no primeiro semestre de 2026, um aumento de apenas 0,45% em relação às 445.176,59 toneladas do mesmo período de 2025, já que o aumento da produção em várias minas importantes foi amplamente compensado por quedas em outros setores.
De acordo com o Ministério de Minas e Desenvolvimento Mineral da Zâmbia, a melhora foi impulsionada por maior produção na Konkola Copper Mines (KCM), Kansanshi, Lumwana, Lubambe e outras operações de grande porte. A produção de cobre da Kansanshi aumentou 2,44% ano a ano, impulsionada pelo Projeto de Expansão S3, que manteve a capacidade de processamento acima do projeto e registrou sua maior tonelagem processada em maio. Maior tempo operacional, melhor utilização da planta e maiores taxas de moagem também contribuíram para o desempenho da mina.
A KCM registrou um aumento substancialmente maior, com a produção de cobre subindo 21,43% ano a ano. O ministério atribuiu a melhora à recapitalização, ao aumento do desenvolvimento da mina, à melhor disponibilidade de equipamentos e à alimentação mais consistente da planta.
No entanto, os ganhos não foram generalizados. A produção caiu na NFCA Mining, Chibuluma Mines e Mopani Copper Mines. A produção da Mopani foi afetada por uma parada programada para manutenção no Poço Mindola em maio, que interrompeu temporariamente o içamento de minério. O ministério também identificou restrições no fornecimento de combustível e insuficiência de ácido sulfúrico doméstico como fatores que limitaram a disponibilidade de alimentação da planta em algumas operações.
Para o setor de cobre da Zâmbia, os dados do primeiro semestre mostram que o desempenho mais forte em grandes minas-chave ainda não se traduziu em rápido crescimento da produção nacional. O aumento de 0,45% na produção agregada destaca até que ponto as interrupções operacionais e as restrições de insumos podem neutralizar os ganhos de produção de projetos de expansão e recapitalização de minas.




