Para apoiar a exploração de minerais críticos e estratégicos, o Parlamento indiano aprovou o Projeto de Lei de Emenda da Lei Indiana de Minas e Minerais (Desenvolvimento e Regulamentação) de 2026. O projeto visa dar às mineradoras maior flexibilidade na gestão de recursos, aumentar a viabilidade comercial de minas cativas e ampliar a segurança quanto à tributação da mineração.
O projeto permite que as mineradoras acrescentem minerais adicionais a uma concessão existente com aprovação do governo estadual, possibilitando a extração de vários minerais comercialmente viáveis na mesma área e eliminando a necessidade de concessões separadas.
O Parlamento aprovou a legislação em 13 de agosto. O projeto entrará em vigor após receber a sanção do Presidente.
A emenda isenta as mineradoras de pagamentos adicionais ao acrescentar minerais críticos e cruciais especificados, como lítio, grafite, níquel, cobalto, ouro e prata.
Para outros minerais, as empresas geralmente devem pagar os royalties aplicáveis. As minas arrematadas em leilão também estarão sujeitas ao prêmio de arrematação correspondente.
Especialistas acreditam que essa mudança melhorará o aproveitamento dos recursos e reduzirá a complexidade regulatória para jazidas que contêm vários minerais comercialmente recuperáveis.
A emenda também busca eliminar o teto de 50% para as vendas de minas cativas, o que seria uma mudança significativa para empresas industriais com ativos minerais cativos.
Anteriormente, os operadores de minas cativas só podiam vender parte da produção após atender às exigências de suas plantas de uso final. A emenda elimina esse limite e permite que as empresas comercializem o excedente de produção com mais liberdade.
Essa mudança pode gerar novas fontes de receita para empresas de aço, alumínio, energia, cimento e outras consumidoras de minerais com minas cativas. Também possibilita alinhar melhor a produção às necessidades de matéria-prima e às condições de mercado.
A legislação permite que os governos estaduais autorizem a venda de pilhas de rejeitos minerais dentro das áreas arrendadas, permitindo que as mineradoras recuperem valor de material previamente acumulado.
A emenda também afeta o ambiente tributário das mineradoras.
A nova lei restringe que os governos estaduais instituam novos impostos, taxas ou outras exações sobre direitos minerários e terras com ocorrência mineral, salvo se atenderem às condições estabelecidas pelo governo central.
O governo argumenta que tributos estaduais inconsistentes, múltiplos impostos e cobranças retroativas geraram incerteza para mineradoras e investidores.
Segundo a Reuters, a legislação também invalida tributos não pagos ou não arrecadados que tenham sido instituídos pelos estados antes de a lei entrar em vigor.
O projeto amplia o mandato do Fundo Fiduciário Nacional de Exploração Mineral para incluir o desenvolvimento mineral e de minas, e o renomeia como Fundo Fiduciário Nacional de Exploração e Desenvolvimento Mineral.


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