Os produtores de lítio do Zimbábue destinaram aproximadamente US$ 1,45 bilhão à infraestrutura local de beneficiamento, disse o presidente da Associação dos Produtores de Lítio, Innocent Rukweza, no Simpósio de Beneficiamento e Agregação de Valor da Mine Entra, em Bulawayo. O setor busca flexibilidade do governo quanto à restrição pendente à exportação de espodumênio não beneficiado, citando a prontidão limitada das plantas de sulfato.
Dos sete principais produtores, apenas a planta Arcadia da Prospect Lithium Zimbabwe, ligada à Huayou (US$ 400 milhões), colocou em operação a conversão para sulfato, exportando o primeiro sulfato de lítio produzido localmente na África em abril de 2026. A planta Bikita da Sinomine (US$ 500 milhões) segue em construção; o projeto de mais de US$ 200 milhões da Kamativi Mining Company está em fase de investimento; uma quarta instalação tem como meta o fim de 2027.
As exportações de concentrado são embarcadas CIF China via Beira e Durban, com instabilidade da rede elétrica e congestionamento fronteiriço/ferroviário em Machipanda, Beitbridge-Durban e Maputo, o que acrescenta risco aos prazos de exportação. A carga tributária efetiva do setor é estimada em ~40% da receita de vendas (imposto de exportação de 10%, royalties de 7%, contribuição comunitária de 3%, taxa MMCZ de 1%, IVA de 15,5%), que a associação classificou
Visão SMM: O esforço de beneficiamento do Zimbábue continua sendo uma história de uma única planta — Arcadia em operação, outras três ainda em estágio de construção ou investimento. A confiabilidade da rede e o congestionamento nos corredores, não apenas o capital, determinarão a rapidez com que essa lacuna será fechada.

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