Preços do HRC enfraquecem, oferta sobe, demanda cai; movimento lateral esperado para a próxima semana
Os preços do HRC enfraqueceram em relação à semana anterior, e o volume geral de transações caiu na base semanal. Do lado da oferta, o impacto da manutenção das linhas de laminação diminuiu ante a semana anterior, elevando a produção total de HRC. Do lado da demanda, a demanda aparente recuou na comparação semanal. Em estoques, o inventário total de HRC aumentou 77,5 mil toneladas na base semanal, enquanto o estoque nas usinas caiu 6,2 mil toneladas. No estoque social, estatísticas da SMM de 86 armazéns nacionais (amostra ampla) indicaram estoque social de HRC de 4,4773 milhões de toneladas, alta de 83,7 mil toneladas na semana (+1,90% ante semana anterior) e avanço de 40,27 toneladas frente ao mesmo período do ano anterior, em base calendário. Por região, exceto o nordeste, que registrou leve desova, todos os demais mercados tiveram acúmulo de estoques, com o leste da China apresentando flutuações relativamente expressivas. No lado dos custos, o segundo corte nos preços do coque foi implementado, enfraquecendo o suporte de custos. Adiante, a SMM espera que a produção de gusa atinja o fundo e se recupere, e com o conflito entre EUA e Irã elevando as taxas de frete marítimo, os preços do minério de ferro podem ter leve repique. Enquanto isso, um terceiro corte nos preços do coque ainda paira, deixando o suporte geral de custos moderado. Do ponto de vista fundamentalista, o desequilíbrio entre oferta e demanda de HRC continua se agravando, e, somado às expectativas frustradas com a reunião do Politburo do PBoC, não há um catalisador claro para alta de preços. Contudo, dado que os preços já se encontram em níveis relativamente baixos, o espaço para novas quedas é limitado. Espera-se que os preços do HRC se movam lateralmente no piso na próxima semana, com o contrato mais negociado de HRC oscilando na faixa de 3.200-3.390.