A oferta global de cobre primário deverá enfrentar um déficit de 25% até 2035, mantidas as atuais políticas, apesar dos preços recordes, já que o desenvolvimento de novos projetos não consegue acompanhar a demanda, segundo um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE).
A AIE destacou a queda dos teores de minério como um obstáculo estrutural central, observando que os teores médios de minério de cobre no mundo caíram 40% desde 1991. Essa exaustão aumentou significativamente a complexidade dos projetos e os gastos de capital. A intensidade de capital para expansões brownfield aumentou 65% desde 2020, aproximando-se dos níveis de projetos greenfield. Simultaneamente, as descobertas greenfield diminuíram drasticamente, com apenas 5% de todos os depósitos de cobre identificados nos últimos 35 anos tendo sido descobertos na última década.
No curto prazo, atrasos em projetos, estouros de custos e interrupções nas minas continuam a apertar o mercado de concentrado de cobre. Além disso, a disponibilidade limitada de ácido sulfúrico emergiu como um risco operacional chave para a produção de cátodos por extração por solvente e eletroextração (SX-EW), agravando as restrições imediatas de oferta em todas as operações globais.



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