Auge do "boom de exportações", recuperação da relação de preços SHFE/LME pressiona as exportações de folha de alumínio no 2º semestre [Análise SMM]

Publicado: Jul 27, 2026 15:14
Análise SMM: Pico do "boom exportador" se aproxima, recuperação da relação de preços SHFE/LME pressiona exportações de folhas de alumínio no 2º semestre] De acordo com os dados mais recentes da Administração Geral de Alfândegas da China, no 1S 2026, as exportações acumuladas de folhas de alumínio (código SH 7607) da China atingiram 683.200 toneladas, com valor acumulado de cerca de US$ 1,479 bilhão. Apenas em junho, as exportações chegaram a 131.000 toneladas, um pico do semestre, com alta de 9,70% na comparação mensal e de 24% na anual. O salto nas exportações de junho foi impulsionado principalmente por clientes no exterior que fecharam pedidos antecipadamente, quando a relação de preços SHFE/LME ainda estava se ampliando, impulsionando os embarques do mês.


SMM, 27 de julho de 2026:

De acordo com os dados mais recentes da Administração Geral das Alfândegas da China, as exportações acumuladas de folha de alumínio (código HS série 7607) da China atingiram 683,2 mil toneladas de janeiro a junho de 2026, com um valor total de exportação de aproximadamente US$ 1,479 bilhão. As exportações mensais atingiram 131 mil toneladas em junho, o pico do primeiro semestre, com alta de 9,70% na comparação mensal e 24% na anual. O forte aumento das exportações em junho foi impulsionado principalmente por clientes estrangeiros que garantiram pedidos de exportação antecipadamente, quando a relação de preços SHFE/LME ainda estava em uma fase de expansão, elevando os embarques mensais.

Em termos de estrutura de produtos, a folha de alumínio laminada, mas não submetida a processamento adicional, sem suporte (0,01mm < espessura ≤ 0,2mm) foi a variedade dominante exportada no primeiro semestre, com embarques de 263,7 mil toneladas, representando 38,6%. Em seguida, vieram outras folhas de alumínio sem suporte (21,4%) e folhas ultrafinas com espessura ≤0,007mm (20,9%).

Por destino de exportação, a Tailândia ficou em primeiro lugar, com 64,2 mil toneladas no primeiro semestre de 2026, seguida pela Indonésia (53,9 mil toneladas) e Índia (52,4 mil toneladas). Vale destacar que as exportações combinadas para o Oriente Médio (Emirados Árabes Unidos + Arábia Saudita) totalizaram 70,1 mil toneladas, representando 10,3% do total das exportações do primeiro semestre, estabelecendo a região como um importante polo de destino para as exportações chinesas de folha de alumínio. Observando as tendências mensais, as exportações para os Emirados Árabes Unidos subiram gradualmente de 2.515 toneladas em março para 5.383 toneladas em junho; a Arábia Saudita registrou um aumento de 4.868 toneladas em março para 7.568 toneladas em junho.

Por região de registro de exportação, a Província de Jiangsu manteve firmemente a primeira posição, com 171,8 mil toneladas, representando 25,1% do total das exportações do primeiro semestre. A Província de Shandong (76,3 mil toneladas), Província de Henan (74,3 mil toneladas), Município de Xangai (73,3 mil toneladas) e Província de Zhejiang (66,7 mil toneladas) completaram as cinco primeiras posições, com essas cinco regiões respondendo juntas por 54,9%.

Desde o final de junho, a relação de preços SHFE/LME se recuperou rapidamente, fazendo com que a janela de arbitragem para a exportação de semimanufaturados de alumínio se fechasse bruscamente. Essa mudança também suprimiu diretamente os novos pedidos de exportação de folha de alumínio. A queda nos preços do alumínio reduziu a disposição dos compradores a jusante em retirar as cargas, adiando o cronograma de produção de alguns pedidos de formação de estoque. No entanto, os pedidos previamente contratados no modelo de preço fixo ainda estão sendo executados conforme o planejado, fornecendo algum suporte aos volumes de exportação atuais. De acordo com a pesquisa da SMM, a programação de produção dos pedidos nas empresas exportadoras de folhas de alumínio agora se estende até setembro. Diante da redução dos diferenciais de preços entre os mercados chinês e externo e da compressão dos lucros de exportação, as empresas demonstraram forte rigidez de preços nas negociações de novos pedidos para outubro-novembro, sem intenção de aceitar pedidos a preços mais baixos. Se a relação SHFE/LME continuar desfavorável para as exportações, a assinatura de novos pedidos para o 4º trimestre poderá cair significativamente.

Com base em uma avaliação abrangente, a SMM mantém sua previsão de que as exportações totais de folhas de alumínio da China atinjam cerca de 1,3 milhão de toneladas em 2026. Com 683.200 toneladas já alcançadas no 1º semestre, restam aproximadamente 616.800 toneladas a serem concluídas no 2º semestre, com uma média de cerca de 102.800 toneladas por mês — uma queda de 9,7% em relação à média mensal de 113.900 toneladas do 1º semestre. Essa meta é um tanto desafiadora no atual ambiente da relação de preços SHFE/LME, mas, considerando o ritmo de execução dos pedidos já contratados, a meta anual de 1,3 milhão de toneladas permanece altamente alcançável.

 

 

 

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