Segundo a SMM, a taxa de operação geral da indústria de chapas e tiras de cobre em junho de 2026 foi de 74,97%, queda de 1,58 ponto percentual na comparação mensal e alta de 8,19% na anual, com a taxa real superando as expectativas anteriores do mercado em 0,46 ponto percentual. No detalhamento, a taxa das grandes empresas ficou em 84,38%, das médias em 55,99% e das pequenas em 70,72%.
Embora a taxa de junho tenha recuado ligeiramente ante o mês anterior, o desempenho geral foi melhor que o esperado. Por um lado, a queda temporária do centro dos preços do cobre aliviou efetivamente a cautela dos compradores a jusante, e o entusiasmo por novos pedidos entre os usuários finais melhorou significativamente. A maior parte dos pedidos atuais dos fabricantes consegue sustentar a produção até o fim de julho. Além disso, a demanda final mostrou forte resiliência estrutural. Embora os setores tradicionais tenham entrado na baixa temporada, a demanda de indústrias emergentes, como centros de computação de IA, armazenamento de energia, eletrônicos 3C e novas energias, continuou avançando, sustentando a operação do setor. Entre as subcategorias, a demanda por tiras de cobre permaneceu estável, com pedidos de quadros de ligação para semicondutores e tiras de cobre para transformadores de potência mantendo sua tendência estável. A demanda por diversas chapas e tiras de liga seguiu robusta, compensando a retração dos usos finais tradicionais. Embora o ritmo não seja o mesmo do pico produtivo anterior, a demanda geral se manteve estável e as características de baixa estação se atenuaram.
Do lado dos estoques, a entrega concentrada de especificações antes escassas aliviou gradativamente a oferta restrita no mercado. Dados da SMM mostram que o estoque de produtos acabados da indústria de chapas e tiras de cobre ficou em 5,11 dias em junho, aumento de 0,04 dia ante o mês anterior, com os níveis ainda longe da faixa elevada.
Julho é a baixa temporada tradicional de demanda para o setor. O enfraquecimento sazonal nos segmentos de consumo tradicionais segue os padrões históricos, mas, neste ano, o suporte das necessidades rígidas dos setores emergentes é suficiente, conferindo forte resiliência operacional ao setor. Somado aos pedidos em carteira acumulados pelas empresas, isso continua dando fôlego ao ritmo produtivo. SMM estima que a taxa de operação da indústria de placas/chapas e tiras de cobre em julho será de 74,46%, uma queda de 0,50 ponto percentual na base mensal e um aumento de 8,84 pontos percentuais na base anual. Com a força contínua dos setores emergentes, o setor exibirá um padrão operacional «mais forte do que o normal na baixa temporada».



