SMM, 2 de julho — Em 1º de julho, a GB/T 46992-2025, Especificação técnica para classificação e aproveitamento integral de recursos secundários recicláveis de terras raras, entrou oficialmente em vigor. A norma classifica sistematicamente os recursos secundários de terras raras em nove grandes categorias pela primeira vez e introduz um sistema inovador de codificação “SRRE” de três níveis. Ela, juntamente com a GB/T 23588-2020, Materiais recicláveis provenientes da produção e processamento de NdFeB, forma um padrão complementar — esta última é uma especificação técnica detalhada para uma única categoria de NdFeB, enquanto a primeira oferece um quadro de gestão que abrange todas as categorias. A implementação simultânea das duas normas marca uma nova fase de gestão sistemática dos recursos secundários de terras raras.
A nova norma nacional chega em meio a mudanças drásticas no setor. Desde o segundo semestre de 2025, as devoluções fiscais locais foram canceladas, e a carga tributária do setor aumentou de 9% para 13%; as auditorias de conformidade fiscal continuaram a se intensificar em 2026. As empresas de reciclagem suspenderam, em grande parte, as compras de sucata não tributada, que anteriormente representava cerca de 50% do total, incluindo sucata obsoleta (20–30%) e sucata de pequenas e médias empresas de materiais magnéticos e comerciantes (30–40%). O setor enfrenta, de modo geral, o dilema de “sem notas fiscais para comprar”. A forte contração da oferta repercutiu rapidamente na produção: em junho, a produção de óxidos secundários caiu 19,5% na comparação mensal, e a proporção de óxido de Pr-Nd caiu de 42% para 37%.

Nesse contexto, a importância da implementação da nova norma nacional torna-se particularmente evidente. Anteriormente, os recursos secundários de terras raras careciam há muito tempo de um sistema unificado de classificação e codificação, com sucatas de origens diversas e nomenclatura inconsistente, o que criava sérias dificuldades para transações conformes e administração tributária. O sistema de codificação “SRRE” de três níveis estabelecido pela nova norma atribui uma “identidade” clara a cada tipo de recurso secundário. Isso não é apenas uma atualização das especificações técnicas, mas também uma infraestrutura para a governança do setor — quando cada lote de sucata puder ser classificado, codificado e rastreado com precisão, o custo de conformidade para transações tributadas cairá significativamente, e as auditorias fiscais terão uma base clara.

Olhando para o futuro, a recuperação da oferta secundária não acontecerá da noite para o dia. O mercado de reciclagem está passando por uma retificação da emissão de notas fiscais de sucata e da conformidade tributária, e as taxas de operação geral permanecerão baixas no curto prazo. Embora a subsequente temporada de pico de demanda possa elevar as taxas de operação nas empresas de materiais magnéticos e, assim, aumentar a oferta de sucata tributada, será difícil compensar totalmente a lacuna de corte de produção. A produção de óxido de Pr-Nd secundário no segundo semestre deve ficar aquém dos níveis do primeiro semestre. No contexto do avanço constante da capacidade de minério bruto, a proporção de óxido de Pr-Nd secundário continuará a diminuir, com a proporção anual estimada em cerca de 40%. Em um horizonte mais longo, à medida que a nova norma nacional promove a comercialização padronizada e em conformidade tributária de sucata, e a concentração de capacidade nas principais fábricas de materiais magnéticos aumenta gradualmente, espera-se que a indústria de reciclagem de sucata de terras raras passe do “caos” à “ordem” após um curto período de dificuldades.


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