Japão desenvolve bateria de magnésio-ar de estado sólido: cátodo de grafeno resolve desafio da corrosão por cloreto
Uma equipe de pesquisa da Universidade de Tsukuba, no Japão, desenvolveu recentemente um novo tipo de bateria de magnésio-ar totalmente em estado sólido. Ao usar grafeno poroso dopado com nitrogênio no lugar dos cátodos convencionais à base de platina, juntamente com um eletrólito polimérico sólido contendo cloreto de magnésio, a equipe resolveu com sucesso o problema de corrosão por cloreto que há muito tempo aflige as baterias de magnésio-ar.
As baterias de magnésio-ar utilizam o oxigênio do ar como material ativo do eletrodo positivo, e sua densidade energética teórica era comparável à das baterias de lítio-ar. No entanto, nos projetos tradicionais, os íons cloreto no eletrólito desencadeavam reações internas de cloração, levando à degradação de componentes essenciais. Ao construir uma estrutura de grafeno poroso dopado com nitrogênio, a equipe de pesquisa fez com que ela resistisse ao ataque de íons cloreto, mantendo ao mesmo tempo alta atividade catalítica. A estrutura também forneceu espaço para o armazenamento dos produtos de descarga, garantindo transporte eficiente de materiais dentro da bateria de ar.
Os testes de desempenho mostraram que o novo sistema superou baterias comparáveis que utilizam cátodos de platina. O projeto com eletrólito sólido eliminou o risco de vazamento de eletrólito líquido e, mesmo quando dobrada a 120 graus, a bateria manteve seu desempenho inicial sem vazamentos, demonstrando potencial para aplicações em eletrônicos flexíveis e dispositivos vestíveis.
Os recursos de magnésio são muito mais abundantes do que os de lítio e platina, o que ajuda a reduzir os riscos da cadeia de suprimentos. O estudo forneceu um caminho técnico viável para o desenvolvimento de baterias recarregáveis de magnésio-ar de baixo custo e alta segurança, e os resultados foram publicados na Advanced Functional Materials.
Mina de magnésio na Colúmbia Britânica, no Canadá, será enviada à China para processamento; cidade turística entra com ação para barrar projeto
O projeto da mina de magnésio Record Ridge, perto de Rossland, na Colúmbia Britânica, Canadá, gerou grande controvérsia. A desenvolvedora WHY Resources obteve uma licença de mineração e deve enviar o minério de magnésio extraído por portos dos Estados Unidos para Yulin, na China, para processamento, onde se concentra 20% da capacidade global de fornecimento de magnésio. O projeto tem capacidade anual de 63.500 toneladas métricas, mas todo o minério será exportado, em vez de ser processado no Canadá.
Isso intensificou as tensões com a economia turística local. Rossland alcançou a transformação econômica ao depender do Red Mountain Resort, com receita anual do turismo superior a US$ 40 milhões. Os opositores alertaram que a poeira da mineração ameaçaria a saúde pública e danificaria trilhas de mountain bike de classe mundial. Um grupo local de comerciantes, o Save Record Ridge Action Committee, já entrou com uma ação judicial para exigir uma avaliação ambiental e a suspensão do desenvolvimento do projeto. O tribunal realizará uma audiência em 10 de março.
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