Os mercados de commodities têm experimentado flutuações extremas nas últimas semanas – mas nem todos os analistas veem isso como uma mudança de sentimento. Apesar da volatilidade excepcional, o banco canadense CIBC mantém sua perspectiva construtiva para o e a prata e elevou significativamente suas previsões de preços numa atualização. De acordo com o CIBC, o cerne de seu argumento gira principalmente em torno da contínua incerteza geopolítica, do papel do ouro como ativo de refúgio em tempos turbulentos e das expectativas de um maior enfraquecimento do dólar americano.
Na quarta-feira, os analistas de commodities do CIBC publicaram uma avaliação atualizada. Segundo ela, espera-se que o ouro atinja uma média de US$ 6.000 por onça no ano corrente. Este é um salto significativo em comparação com a previsão anterior de outubro de 2025, quando o banco ainda antecipava US$ 4.500 por onça como média anual. Ao mesmo tempo, o CIBC enfatiza que, apesar dos recuos recentes, continua a ver uma ampla tendência de alta.
CIBC vê o ouro em tendência geral de alta até 2026/27
Para além do ano corrente, o CIBC espera que os preços médios continuem subindo. Em sua previsão atualizada, o banco antecipa que os preços do ouro possam atingir um pico médio de US$ 6.500 por onça em 2027. Isso ressalta que, para os analistas, a correção recente não é uma reversão de tendência, mas sim um movimento intermediário dentro de um quadro maior.
O CIBC considera importante que os motores que já alimentavam a demanda em 2025 ainda estejam presentes. Riscos geopolíticos são especificamente mencionados – da perspectiva do banco, um fator que apoia fundamentalmente a demanda por "ativos de refúgio". Além disso, há um segundo componente crucial para o CIBC: a expectativa de um maior enfraquecimento do dólar americano e uma realocação relacionada para fora dos títulos do governo dos EUA.
Na escolha de palavras do banco, o tema da "depreciação do dólar" – significando o temor de uma desvalorização lenta da moeda de reserva – desempenha um papel central. O CIBC argumenta que tanto os bancos centrais quanto os investidores podem, silenciosa e gradualmente, buscar alternativas aos títulos americanos num ambiente de maior incerteza. Isso prospectivamente apoiaria o ouro.
Previsão para a Prata: CIBC Espera Preços Médios Elevados em 2026 e 2027
O CIBC também apresenta um quadro numérico claro para a prata. Para o ano corrente, o banco espera um preço médio de cerca de US$ 105 por onça. No próximo ano, a prata é projetada para subir ainda mais, para uma média de US$ 120 por onça, de acordo com esta interpretação.
Assim, o CIBC sinaliza que vê a prata não meramente como uma "seguidora" da tendência do ouro, mas como um mercado independente que – apesar da maior volatilidade – poderia se beneficiar do mesmo ambiente macro. A comunicação também deixa claro: o banco não ignora a volatilidade recente, mas a classifica como uma correção dentro de um ambiente fundamentalmente apoiado.
Política Monetária dos EUA como Gatilho – Mas Nenhuma Mudança na Visão do CIBC
É interessante como o CIBC explica o movimento recente do mercado. O banco aponta que o declínio em relação ao recorde da semana anterior foi desencadeado por um anúncio político: o Presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado sua intenção de nomear Kevin Warsh como sucessor de Jerome Powell à frente do . Na reação imediata, os mercados aparentemente viram Warsh como um candidato que poderia garantir a independência política do Fed – e também como um formulador de política monetária bastante hawkish.
No entanto, o CIBC coloca sua própria ênfase aqui: os analistas descrevem Warsh como uma espécie de "pomba em roupa de falcão". Sua interpretação: enquanto Warsh defendeu uma política de balanço mais restritiva para o Fed (ou seja, uma redução do balanço do banco central), ele vinculou isso ao objetivo de conter a inflação e, assim, permitir juros mais baixos para a economia real ("Main Street"). Além disso, Warsh sinalizou recentemente apoio aos esforços de Trump pela eficiência governamental – da perspectiva do banco, também um argumento que poderia apontar para menor pressão inflacionária e, portanto, potencialmente juros mais baixos.
Independentemente de questões pessoais, o CIBC vai além e formula uma expectativa clara: é improvável que qualquer candidato seja capaz ou esteja disposto a conduzir o Fed para um rumo em 2026 que não leve à queda das taxas de juros. Este ponto também faz parte do argumento do porquê, na visão do banco, o ouro e a prata poderiam permanecer bem apoiados apesar das flutuações de curto prazo.
Quadro Amplo: CIBC Aponta para Problemas de Confiança Global com Moedas Fiduciárias
Para além da política monetária dos EUA, o CIBC baseia sua perspectiva numa tese mais ampla: a tendência de proteção contra a desvalorização das moedas fiduciárias é global e não se limita aos EUA. A análise também considera o status dos títulos do governo americano: se os títulos não forem mais percebidos como "livres de risco" pelos participantes do mercado, a pressão para encontrar alternativas de refúgio aumenta – e a seleção é limitada.
Neste contexto, o CIBC refere-se aos rácios dívida/PIB próximos de recordes em muitas economias ocidentais e ao incentivo político para "inflacionar" a saída do problema, em vez de uma consolidação rigorosa. Num ambiente desses, o ouro – de acordo com a mensagem central – pode continuar a atrair demanda como reserva de valor.
Assim, o CIBC fornece um posicionamento claro e baseado em dados: ouro a US$ 6.000 por onça em média anual em 2026, prata a US$ 105, e uma perspectiva que também prevê valores médios mais altos em 2027 – apesar do entendimento de que o caminho até lá pode ser acompanhado por flutuações significativas.
Fonte:
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