O Chile divulgou sua Estratégia Nacional de Minerais Críticos, posicionando-se claramente como um fornecedor estável de minerais. Atualmente, impulsionada pela inteligência artificial, o desenvolvimento de novas tecnologias e a transição energética, a demanda global por esses minerais críticos continua a crescer.
O anúncio desta estratégia tem um significado particular nas semanas que antecedem a saída do presidente Boric do cargo, destacando a intenção do Chile de transitar da excessiva dependência da indústria do cobre para se adaptar a uma economia descarbonizada e alcançar a diversificação de recursos.
O Chile identificou 14 minerais críticos, abrangendo especificamente cobre, lítio, molibdênio, rênio, cobalto, terras raras, antimônio, selênio, telúrio, ouro, prata, minério de ferro, boro e iodo.
Com base na posição atual do Chile no mercado global, esses 14 minerais são categorizados em três grupos:
A primeira categoria inclui cobre, lítio, molibdênio e rênio. Suas respectivas participações no fornecimento global são de 23%, 20,4%, 14,6% e 46,8%, e outras grandes economias também designaram esses minerais como críticos.
A segunda categoria consiste em minerais que atualmente não são produzidos ou são produzidos apenas em pequenas quantidades, incluindo cobalto, terras raras, antimônio, selênio e telúrio.
A terceira categoria compreende minerais já produzidos domesticamente no Chile com potencial para expandir seu papel na cadeia de valor global, como ouro, prata, minério de ferro, boro e iodo.

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