I. Dinâmica do Mercado Internacional:
Os preços FOB do óxido de lantânio mantiveram-se estáveis em US$ 870-930/tonelada, os preços FOB do óxido de cério permaneceram firmes em US$ 1.677-1.762/tonelada, os preços CIF (Roterdã) do óxido de cério foram de US$ 2.330-2.340/tonelada, os preços FOB do óxido de neodímio mantiveram-se estáveis em US$ 128-148/kg, os preços CIF (Roterdã) do óxido de neodímio foram de US$ 180-200/kg, os preços FOB do óxido de disprósio estabilizaram em US$ 271-311/kg, e os preços FOB do neodímio metálico diminuíram para US$ 120-140/kg. Os preços internacionais de terras raras estiveram basicamente estáveis na semana passada, sem flutuações significativas observadas.
II. Notícias em Destaque
Exploração e Desenvolvimento de Recursos: Progresso Intensivo em Projetos Globais de Alto Teor
Depósito de Longonjo em Angola Inicia Sondagem de Preenchimento
A Pensana, listada em Londres, lançou oficialmente um programa de sondagem de preenchimento de 7.000 metros na mina de terras raras de Longonjo em Angola,visando fornecer suporte de dados geológicos para operações de mineração programadas para começar no início de 2027.A sondagem será realizada em uma malha de 10m x 10m dentro da zona de minério intemperizado, focando em verificar a extensão de corpos de minério de alto teor enriquecidos com Pr-Nd. Explorações anteriores indicaram que o corpo de minério pode estender-se até 100 metros abaixo do limite atual de recursos. Se a sondagem de preenchimento for bem-sucedida, espera-se que o recurso aumente de 313 milhões de toneladas para 1 bilhão de toneladas, com o teor total de óxido de terras raras (TREO) permanecendo estável em 1,43%, posicionando Longonjo como um dos maiores depósitos de terras raras em desenvolvimento globalmente. Para aumentar a eficiência, a Pensana implantou um laboratório containerizado no local equipado com um analisador de fluorescência de raios X para controle de custos em tempo real.
Groenlândia e Arábia Saudita Colaboram no Desenvolvimento do Projeto Tanbreez
A Critical Metals Corp., listada na Nasdaq, assinou um acordo não vinculativo com o grupo TQB da Arábia Saudita, planejando uminvestimento de US$ 1,5 bilhãopara construir uma instalação integrada de processamento de terras raras na Arábia Saudita para tratar concentrado do projeto Tanbreez na Groenlândia. A joint venture cobrirá toda a cadeia industrial, desde a mina até os ímãs, com 25% da produção do Tanbreez já destinada a esta instalação, e a capacidade restante garantida através de contratos de compra (por exemplo, com Ucore e REalloy). Esta movimentação destaca como as empresas ocidentais estão adotando um modelo de "país de recursos + país de processamento" para mitigar riscos geopolíticos, aproveitando as vantagens do capital saudita para acelerar o fechamento da cadeia de suprimentos.
Expansão de Recursos na Austrália e América do Norte
A norte-americana Energy Fuels anunciou um plano de expansão para sua fábrica White Mesa em Utah, com despesas de capital de US$ 410 milhões, visando aumentar a capacidade anual de óxido de Pr-Nd de 1.000 toneladas para mais de 6.000 toneladas, além de adicionar nova capacidade anual para térbio (66 toneladas) e disprósio (240 toneladas). Se a matéria-prima de monazita de Madagascar for utilizada, o custo do óxido de Pr-Nd pode ser reduzido para US$ 29,4/kg, tornando-se um dos fornecedores de menor custo globalmente. No mesmo período, embora a australiana Lynas tenha registrado queda de 40% na produção no quarto trimestre de 2025 devido a manutenção e problemas de energia, sua fábrica de terras raras pesadas na Malásia iniciou operações, com a produção de disprósio e térbio aumentando para 26 toneladas. A produção de metal de samário deve começar no segundo trimestre de 2026.
Cooperação Internacional: EUA e Europa Lideram Formação de Alianças da Cadeia de Suprimentos
EUA Fortalecem Parcerias nas Américas e Ásia
Os EUA estão promovendo ativamente a cooperação de terras raras com o Brasil, com autoridades de ambos os lados realizando conversas preliminares para discutir um acordo de minerais críticos. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas o desenvolvimento ainda é limitado. Os EUA planejam aproveitar o potencial de recursos do Brasil por meio de transferência de tecnologia e investimento. Além disso, acordos de minerais críticos entre EUA e Japão, Austrália, Tailândia e outros foram implementados. Por exemplo, a cooperação EUA-Japão abrange fornecimento de terras raras e tecnologia nuclear de próxima geração, enquanto a Austrália recebeu US$ 8,5 bilhões em apoio a investimentos em projetos.
UE Busca Autonomia de Recursos e Engajamento com o Brasil
Durante sua visita ao Brasil, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfatizou o avanço de acordos de minerais críticos para lítio, níquel, terras raras e outros, visando reduzir a dependência de países únicos. A UE também está financiando o projeto "MaLaR", que explora a recuperação de lantanídeos de resíduos nucleares, usando tecnologia de adsorção com óxido de grafeno para melhorar a eficiência de recuperação e reduzir a dependência de matérias-primas primárias.
Países Emergentes de Recursos Mostram Aumento de Atividade
A subsidiária indiana Coal India, BCCL, planeja buscar oportunidades de cooperação de terras raras na Austrália, Rússia, Chile e outros países, e colaborar com empresas domésticas (como a IREL) para construir uma cadeia industrial local. O Primeiro-Ministro vietnamita Pham Minh Chinh presidiu a formulação de uma estratégia nacional de terras raras, enfatizando o processamento profundo e a autonomia tecnológica. O Cazaquistão, aproveitando o depósito supergrande na região de Karaganda (reservas de 20 milhões de toneladas), está atraindo cooperação de empresas japonesas e francesas para fortalecer sua posição na cadeia de suprimentos.
Dinâmicas Corporativas: Integração Vertical e Avanços na Tecnologia de Reciclagem
Fusões e Integração de Capacidade
A norte-americana Energy Fuels planeja adquirir a australiana Strategic Materials (ASM), integrando a metalúrgica desta na Coreia do Sul com a capacidade planejada de ligas nos EUA para criar a maior empresa integrada de mina-metal-ímã fora da China. Com a conclusão da transação, os acionistas da ASM deterão aproximadamente 5,8% das ações da Energy Fuels, fortalecendo sua participação de mercado em setores como automotivo e robótica.
Aplicação em Larga Escala da Tecnologia de Reciclagem
A planta de reciclagem de terras raras da Universidade de Birmingham entrou oficialmente em operação, utilizando tecnologia de processamento com hidrogênio (HPMS), com capacidade de processamento por lote aumentada para 400 kg e capacidade anual de produção atingindo 100-300 toneladas de ímãs. A norte-americana ReElement Technologies purificou óxido de samário com pureza superior a 99,9% a partir de resíduos, e está colaborando com a Vulcan Elements e a POSCO para construir uma linha de produção integrada de reciclagem, apoiada por um empréstimo do Departamento de Defesa dos EUA.
Layout de Capacidade Localizada Europeia
A American Rare Earths (USAR), por meio de sua subsidiária LCM Europe, construiu uma metalúrgica de terras raras com capacidade de 3.750 toneladas por ano em Lacq, França, adjacente à planta de óxidos de terras raras da Carester, aproveitando a política de crédito fiscal francesa (um crédito fiscal de 45% para investimentos em equipamentos) para reduzir custos. Essa medida está alinhada com os objetivos da Lei de Matérias-Primas Críticas da UE, que visa ter 10% das terras raras provenientes de reciclagem e mineração locais até 2030


