O ministro das Minas da Guiné, Bouna Sylla, anunciou recentemente que o país acelerará a construção de refinarias de alumina e de fábricas de pelotas de minério de ferro para pôr fim a décadas de exportação exclusiva de minério bruto. Esta semana, espera-se que a grande mina de ferro de Simandou, na Guiné, inicie seus primeiros carregamentos de minério.
Como maior produtor mundial de bauxita, a Guiné exporta cerca de 60% de sua bauxita para a China, e um terço da produção de minério de ferro de Simandou também será fornecido a siderúrgicas chinesas. O país já assinou seu primeiro acordo de refinaria de alumina com a chinesa SPIC, com o projeto em andamento e previsão de conclusão até o final de 2027. Entretanto, as negociações para novas fábricas com a chinesa Chinalco e a francesa Alteo estão avançando, enquanto as discussões com a CBG da Guiné e a norte-americana Alcoa ainda estão em curso.
A Guiné planeja construir cinco a seis refinarias de alumina até 2030, aumentando sua capacidade anual de processamento doméstico para aproximadamente 7 milhões de toneladas. Anteriormente, o país revogou os direitos de mineração de bauxita de uma subsidiária da EGA dos Emirados Árabes Unidos por não cumprir o compromisso de construir uma refinaria local. Em julho, o Banco Mundial observou que o processamento local de minerais criaria oportunidades de emprego industrial para a Guiné, reduziria o impacto das flutuações dos preços das commodities e impulsionaria a transformação econômica. Segundo relatos, a bauxita guineense, com seu baixo teor de silício e adequação para refino a baixa temperatura, suporta 25% da produção global de alumínio.



