O consumo aparente italiano de produtos siderúrgicos primários manteve em 2024 o declínio iniciado em 2022, refletindo a desaceleração da produção industrial.
O consumo aparente recuou 2,1% na comparação anual, para 26,1 milhões de toneladas. Esse patamar permaneceu próximo à mínima média da década, superado apenas pelo volume de 2020, de 23,9 milhões de toneladas.
Uma análise por produto revela tendências divergentes. O consumo de aços não‐ligados e outros aços ligados piorou, com queda de 2,3%, atingindo 24,7 milhões de toneladas. Já o aço inoxidável seguiu trajetória diferente. Após a forte queda de 2023, quando o consumo aparente recuou 25,8%, para 1,4 milhão de toneladas, os volumes estabilizaram‐se em 2024, com leve alta de 0,3%.
No geral, o documento da Federacciai indica uma deterioração no desempenho dos produtores domésticos, em parte devido à queda das exportações, enquanto as importações mantiveram‐se estáveis. As entregas das siderúrgicas italianas caíram 4,7%, para 24,1 milhões de toneladas, atingindo uma nova mínima da década.
A contração das exportações foi ainda mais acentuada. As vendas externas totais recuaram 7%, para 10,1 milhões de toneladas, também marcando uma mínima em dez anos. A distribuição por destino mostra quedas generalizadas. As exportações para países da UE, que representam mais de 80% dos envios externos da Itália e totalizaram 8,4 milhões de toneladas, caíram 6,6%, enquanto as entregas para mercados extra‐UE recuaram 9,2%, para 1,7 milhão de toneladas.

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