O Departamento de Aço da Índia e o Ministério da Indústria do Carvão estão em negociações para aumentar a participação do carvão coque nacional na siderurgia, a fim de reduzir a dependência das importações e diminuir os custos de produção.
O Ministério do Departamento de Aço, Poundrik, assegurou que a Índia possui reservas suficientes de minério de ferro para atender tanto a demanda doméstica quanto as necessidades de exportação. A matéria-prima mais cara na produção de aço para o país é o carvão coque, sendo 90% importado. Essa dependência tende a aumentar com a expansão da capacidade de produção de aço.
De acordo com a previsão de setembro da Associação Indiana do Aço (ISA) e da EY Parthenon, as importações de carvão coque para a Índia aumentarão 42%, chegando a 115 milhões de toneladas até 2030, devido à crescente demanda no setor siderúrgico.
A Índia pretende alcançar capacidades de produção de aço de 300 milhões de toneladas até o ano fiscal de 2030/2031 e 500 milhões de toneladas até 2047. No ano fiscal de 2024/2025, o país importou 81 milhões de toneladas de carvão coque.
O governo indiano está considerando substituir as restrições quantitativas sobre as importações de coque metalúrgico por um direito antidumping definitivo de aproximadamente US$ 125 por tonelada. Segundo fontes, o Ministério do Aço já consultou o Ministério do Comércio sobre essa medida.

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