Os preços médios de exportação do ferro-gusa brasileiro caíram para US$ 385/t na primeira metade de outubro, em comparação com US$ 395/t no final de setembro.
Os preços caíram US$ 10–15 por tonelada porque os produtores precisavam vender suas mercadorias antes do início da estação chuvosa em outubro–março. Isso os forçou a reduzir os preços sob pressão dos compradores norte-americanos.
As exportações brasileiras de ferro-gusa permaneceram extremamente voláteis. Em setembro, as exportações aumentaram 2,4% em relação ao mês anterior, para 295 mil toneladas, após uma queda de 48% na comparação mensal em agosto. Isso indica que o setor está gradualmente retornando ao seu ritmo habitual após o "abalão" de verão causado pela política tarifária dos EUA. No geral, de janeiro a setembro, as exportações brasileiras de ferro-gusa aumentaram 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior – para 3 milhões de toneladas.
Os exportadores brasileiros enfrentaram dificuldades com as vendas em seus mercados principais, forçando-os a oferecer descontos adicionais para mercados alternativos.
A queda nos preços levou a uma redução da rentabilidade, o que afetou negativamente a dinâmica da produção. De acordo com a Associação Brasileira de Siderurgia (IAB), a produção total de ferro-gusa no Brasil em setembro foi de 2,16 milhões de toneladas, 2,5% a menos que em agosto. Nos primeiros nove meses do ano, a produção caiu 1,5% na comparação anual – para 19,5 milhões de toneladas.
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