Segundo o Mining Weekly citando um relatório da Reuters, o ministro do comércio da Malásia declarou na quarta-feira que, apesar de ter assinado um acordo sobre minerais críticos com os EUA esta semana, o país continuará a proibir a exportação de matérias-primas de terras raras para proteger os recursos domésticos.
Tengku Zafrul Aziz negou acusações no Parlamento de que a Malásia permitiu a exportação de minerais críticos e terras raras para os EUA em busca de interesses de curto prazo ou objetivos estratégicos.
"Já não nos limitamos a extrair e exportar matérias-primas baratas como fizemos no passado", disse Tengku Aziz. Em vez disso, enfatizou que a Malásia incentivará o investimento estrangeiro e a introdução de tecnologia de mineração e fundição de terras raras.
"A nossa política não é parar o comércio para sempre", afirmou. "A nossa política é impedir a exportação de matérias-primas baratas e não processadas, a fim de trazer mais benefícios para a Malásia."
O governo malaio espera que as reservas de terras raras do país sejam de aproximadamente 16,1 milhões de toneladas, mas carece de tecnologia para extração e processamento. Os materiais de terras raras são cruciais para a manufatura de alta tecnologia, incluindo VEs, semicondutores e mísseis.
No dia 26, durante a sua visita a Kuala Lumpur, Trump assinou acordos com a Malásia e a Tailândia, respectivamente, visando diversificar a cadeia de suprimentos de minerais críticos.
De acordo com uma declaração conjunta dos EUA e da Malásia, este país do sudeste asiático concordou em não proibir ou restringir a exportação de minerais críticos ou elementos de terras raras para os EUA.
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