[SMM Alumínio Expresso Notícias] Com base no roteiro nacional, a estratégia de downstream da Indonésia até 2040 será dominada massivamente pelo setor de mineração, com minerais e carvão representando cerca de 90% de todos os projetos. Isso solidifica o compromisso do governo de transformar matérias-primas em produtos acabados de alto valor.
Dentro desta estratégia focada em minerais, a bauxita ocupa uma posição crítica. A Indonésia possui 4% das reservas mundiais de bauxita, ocupando o 6º lugar globalmente. Seguindo o modelo bem-sucedido implementado com o níquel, que viu os valores de exportação dispararem de US$ 3,3 bilhões para mais de US$ 34 bilhões após uma proibição de exportação, a bauxita está pronta para uma transformação similar. A política de interromper as exportações de bauxita bruta visa forçar o desenvolvimento de uma indústria doméstica de alumina e alumínio, capturando um imenso valor agregado.
Esta mudança estratégica não está isenta de desafios, como observado por autoridades que apontam resistência tanto dos mercados internacionais acostumados a matérias-primas baratas quanto de entidades domésticas confortáveis com o antigo modelo de exportação. No entanto, o governo está determinado a replicar seu sucesso com o níquel, posicionando a Indonésia não apenas como fornecedora de bauxita, mas como um futuro centro global de produção integrada de alumínio e um ator fundamental nas cadeias de suprimentos estratégicas de veículos elétricos e energia renovável.

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