Em 24 de julho de 2025, a Aughinish Alumina, a maior refinaria de alumina da Europa e de propriedade da russa Rusal, foi suspensa do mercado de energia ex-ante da Irlanda. Embora a fábrica continue ligada à rede de transmissão e em funcionamento, já não pode participar do comércio de energia a prazo, conforme confirmado pela EirGrid e pela ECC.
A refinaria tem enfrentado problemas persistentes na cadeia de suprimentos desde 2022, quando a Rio Tinto interrompeu os embarques de bauxita em meio a tensões geopolíticas, interrompendo um acordo de fornecimento baseado em troca através da Guiné e do Brasil. Esses desafios levantam preocupações sobre a segurança das matérias-primas e a viabilidade a longo prazo da fábrica.
As sanções relacionadas à estrutura de propriedade da Rusal, particularmente os vínculos com o cofundador Oleg Deripaska — sancionado pelos EUA e pelo Reino Unido — complicaram ainda mais a conformidade regulatória. Embora o governo irlandês afirme que a fábrica não está relacionada a operações militares, as obrigações legais decorrentes das sanções da UE permanecem.
As preocupações econômicas e ambientais locais aumentam a incerteza. O possível fechamento ameaça cerca de 450 empregos e interrompe as empresas de transporte marítimo locais. Enquanto isso, uma proposta de expansão das lagoas de lama vermelha no estuário do Shannon está enfrentando escrutínio ambiental.
O governo irlandês está trabalhando com a empresa para encontrar uma solução, mas sem caminhos claros para o acesso ao mercado de energia, segurança do fornecimento e conformidade ambiental, o futuro da Aughinish Alumina permanece incerto.



