De acordo com um relatório do Mining.com, a Suprema Corte dos Estados Unidos recusou-se na terça-feira a ouvir um recurso da Apache Stronghold (AS) que visava bloquear o desenvolvimento da mina de cobre Resolution, uma joint venture entre a Rio Tinto e a BHP.
A Apache Stronghold, composta pela tribo Apache de San Carlos, do sudeste do Arizona, e por ambientalistas, recorreu de uma decisão de 2024 de um tribunal inferior que permitiu a troca de terras federais, permitindo que as empresas de mineração adquirissem terras consideradas sagradas pelos Apaches.
Em 9 de maio, um juiz federal no Arizona ordenou uma suspensão temporária da troca de terras até o resultado do recurso à Suprema Corte.
A Rio Tinto detém uma participação de 55% na mina de cobre Resolution, com os 45% restantes na posse da BHP, e a Rio Tinto continua sendo a operadora.
A Rio Tinto investiu mais de US$ 2 bilhões no projeto, que está prestes a se tornar a maior mina de cobre da América do Norte. A mina, o terceiro maior depósito de cobre conhecido no mundo, poderia atender a um quarto da demanda de cobre dos Estados Unidos por décadas.
A Apache Stronghold entrou com uma ação judicial pela primeira vez em 2021, alegando que o projeto violava as proteções constitucionais e legais à liberdade religiosa. Eles alegaram que a mina devastaria Oak Flat (Chi’chil Biłdagoteel em apache), um local sagrado onde o povo apache ocidental realiza cerimônias tradicionais, incluindo um ritual de quatro dias de passagem para a vida adulta de mulheres jovens.
O grupo argumentou que a mina violaria o tratado de 1852, que obrigava o governo dos Estados Unidos a proteger as terras apache e garantir a "prosperidade e felicidade das gerações" da tribo.
Nos termos da Lei de Autorização de Defesa Nacional assinada pelo então presidente Obama em 2014, o Congresso autorizou a troca de terras. A lei permitiu que a Rio Tinto e a BHP trocassem terras por Oak Flat, localizado a cerca de 70 milhas (113 quilômetros) a leste de Phoenix.
A transferência dependia de um relatório de impacto ambiental emitido nos últimos dias do primeiro mandato de Trump, em janeiro de 2021. No entanto, em março de 2021, o governo Biden retirou o relatório, interrompendo a transferência.
O Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS) deve reemitir o relatório de avaliação ambiental, permitindo potencialmente que a troca de terras prossiga já em 16 de junho.
A Rio Tinto está expandindo seus ativos de cobre para atender à crescente demanda global, com analistas prevendo que a oferta logo ficará aquém da demanda.
Em 2023, a empresa iniciou a mineração subterrânea na mina de cobre Oyu Tolgoi, na Mongólia, que deverá se tornar a quarta maior mina de cobre do mundo até 2030.
No Peru, a Rio Tinto está colaborando com a Codelco e a First Quantum Minerals, do Canadá, para desenvolver o projeto La Granja, um dos maiores depósitos de cobre não desenvolvidos do mundo.
A Rio Tinto também está investindo em tecnologias de extração mais ecológicas, incluindo a Nuton — uma tecnologia de lixiviação em pilhas biológicas para extração de cobre de rejeitos e minério de baixa qualidade, desenvolvida em conjunto com a Arizona Sonoran Copper.



