Em 25 de maio (domingo), a Agência Internacional de Energia (AIE) declarou em seu mais recente relatório de perspectivas que, impulsionada pela adoção generalizada de veículos elétricos (VEs) e pelo rápido crescimento industrial na Ásia, a demanda global por cátodos de cobre deverá aumentar significativamente até 2050.
Embora a China continue sendo a principal consumidora, economias emergentes como a Índia e o Vietname estão preparadas para remodelar o mercado.
A AIE indicou que a oferta global de cobre atingirá seu pico até o final da década de 2020 e, em seguida, diminuirá acentuadamente devido à queda na qualidade do minério e ao esgotamento das reservas.
A AIE observou que, embora os projetos na África e na Mongólia impulsionem a produção no curto prazo, os desafios de longo prazo aumentaram as preocupações sobre a capacidade de atender à crescente demanda.
A agência afirmou que, até 2035, a oferta global de cobre será significativamente menor do que a demanda.
A queda na qualidade do minério, o aumento dos custos dos projetos e a forte desaceleração das novas descobertas estão impulsionando o aumento do déficit de oferta, representando sérios desafios para a transição para a energia limpa.
A produção global de minerais energéticos críticos está em ascensão, mas a AIE alertou que, até 2035, a oferta de cobre e lítio pode ficar muito aquém da demanda.
Em sua mais recente perspectiva, a AIE apontou que o aumento dos custos dos projetos e a desaceleração das descobertas de recursos são os principais riscos para o alcance das metas de energia limpa.



