BMI é pessimista quanto ao mercado de minério de ferro a longo prazo

Publicado: May 21, 2025 09:11

De acordo com a MiningWeekly, a empresa de pesquisa e consultoria Benchmark Mineral Intelligence (BMI) manteve sua previsão de preço do minério de ferro para este ano em US$ 100/tonelada, já que espera que a queda na demanda leve a uma redução nos preços.

Embora o alívio dos conflitos comerciais tenha fornecido algum apoio ao minério de ferro, a BMI acredita que ainda há uma possibilidade de queda na produção de aço, portanto, os riscos para o minério de ferro não diminuíram.

Em 6 de maio, o preço do minério de ferro com 62% de ferro no Porto de Qingdao foi de US$ 94,70/tonelada, com um preço médio de US$ 96,50/tonelada desde o início do ano.

Embora os preços do minério de ferro tenham permanecido relativamente resilientes no início de 2025 e tenham atingido uma máxima anual de US$ 102,90/tonelada em 21 de fevereiro, eles permaneceram abaixo de US$ 100/tonelada em março e abril. Apesar de uma breve recuperação nos preços do minério de ferro estimulada por interrupções no fornecimento causadas por condições climáticas adversas, o otimismo não durou.

A queda nas taxas de crescimento das principais economias globais e a intensificação dos conflitos comerciais mudaram o sentimento do mercado. A queda na produção de aço e o mercado imobiliário fraco são os principais fatores que contribuem para a queda nos preços do minério de ferro, disse a BMI.

Os preços do minério de ferro são suscetíveis a políticas de estímulo, e as negociações sobre acordos comerciais entre as principais economias podem ajudar a aliviar a pressão para baixo nos preços do minério de ferro.

De acordo com dados da Associação Mundial do Aço, a produção mundial de aço bruto caiu 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior no primeiro trimestre. A Índia e o Brasil registraram aumentos na produção de aço bruto de 6,8% e 2,8%, respectivamente, enquanto a China, grande consumidora de minério de ferro, registrou um aumento de 0,6% na produção de aço bruto.

Oferta

Do lado da oferta, a BMI espera que as principais regiões produtoras de minério de ferro permaneçam estáveis, o que pressionará os preços do minério de ferro a subir.

Espera-se que a produção e as exportações das principais mineradoras de minério de ferro cresçam ou permaneçam em grande parte estáveis. Apesar do impacto das condições climáticas adversas no início do ano, as mineradoras ainda visam manter os níveis de produção.

Em particular, a produção de minério de ferro da Vale no primeiro trimestre caiu 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas a mineradora ainda manteve sua meta de produção para 2025 em 325-335 milhões de toneladas, em comparação com 328 milhões de toneladas em 2024.

Embora os embarques da Rio Tinto no primeiro trimestre tenham caído 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, a empresa ainda manteve sua previsão de produção anual de 323-338 milhões de toneladas.

Em contraste, a BHP espera que sua produção de minério de ferro nos primeiros nove meses do ano fiscal de 2025 aumente 1%, para 193 milhões de toneladas, com a produção anual prevista para ficar na faixa de 255-265 milhões de toneladas, em comparação com o recorde de 260 milhões de toneladas no ano fiscal de 2024.

Nos primeiros nove meses do ano fiscal de 2025, a produção de minério de ferro da Fortescue aumentou ligeiramente, para 143 milhões de toneladas, e a empresa espera que a produção anual fique na faixa de 190-200 milhões de toneladas, em comparação com 191 milhões de toneladas no ano fiscal de 2024.

Perspectivas

A longo prazo, espera-se que os preços do minério de ferro mostrem uma tendência de queda, projetada para cair de US$ 100/tonelada em 2025 para US$ 78/tonelada em 2034.

A BMI afirmou que a contração na produção de aço e o crescimento na produção de minério de ferro levarão a um mercado lento.

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A produtora estatal indonésia de carvão PTBA elevou ligeiramente sua meta de produção para 2026 para 49,55 milhões de toneladas, ante 49,5 milhões de toneladas, ao mesmo tempo em que fixou as metas de vendas e transporte para o ano em 49,51 milhões de toneladas e 41 milhões de toneladas, respectivamente. A meta de produção foi aumentada em apenas 50 mil toneladas, ou aproximadamente 0,1%, o que confere ao ajuste em si um significado direto muito limitado para a oferta do mercado. Mais importante ainda, a produção da PTBA no primeiro semestre caiu 10% em relação ao ano anterior, para 19,45 milhões de toneladas. Para cumprir sua meta anual, a empresa precisa produzir aproximadamente 30,1 milhões de toneladas no segundo semestre, cerca de 54,8% a mais do que a produção do primeiro semestre. Ela também precisa vender cerca de 28,41 milhões de toneladas no período, aproximadamente 34,6% acima das vendas do primeiro semestre, o que significa que a recuperação da produção deve ser sustentada por capacidade suficiente de transporte e vendas. A produção da PTBA no segundo trimestre aumentou 94% em relação ao trimestre anterior, enquanto as vendas subiram 8%, indicando que as operações começaram a se recuperar. O preço médio de venda no primeiro semestre aumentou 14% em relação ao trimestre anterior e 10% em relação ao ano anterior, ajudando a receita a subir 8%, para 22,03 trilhões de rupias, e o lucro líquido atribuível à controladora a aumentar 218%, para 2,65 trilhões de rupias. Preços e rentabilidade mais fortes aumentaram o incentivo da empresa para elevar a produção e as vendas. As vendas domésticas da PTBA caíram 9% em relação ao ano anterior, para 10,77 milhões de toneladas no primeiro semestre, enquanto as exportações aumentaram 5%, para 10,33 milhões de toneladas. A empresa também pretende fortalecer as vendas de exportação.
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