Os preços do níquel caíram para o menor nível em cinco anos, de cerca de 15.000 dólares por tonelada no primeiro trimestre de 2025, uma queda acentuada de mais de 20.000 dólares por tonelada em maio de 2024. As principais causas incluem excesso de oferta, aumento de custos e demanda fraca. Como maior produtor mundial de níquel, a Indonésia viu um desaceleração no crescimento da produção e implementou uma nova política fiscal a partir de 26 de abril, que aumentou as taxas de royalties sobre produtos de níquel—agravando ainda mais os desafios enfrentados pelos produtores de níquel já sob pressão pelo aumento dos preços do minério.
Tensões nas relações comerciais entre EUA e China, particularmente uma nova rodada de tarifas impostas pelos EUA, alimentaram ainda mais o pessimismo do mercado. Após o anúncio de tarifas por Trump em 2 de abril, os preços do níquel na London Metal Exchange caíram 11,5% em uma semana. Essas tarifas podem suprimir a atividade manufatureira da China, enfraquecendo a demanda no maior consumidor mundial de níquel.
Embora a adoção de veículos elétricos continue a crescer, a taxa de crescimento da demanda por níquel no setor de baterias diminuiu significativamente, à medida que fabricantes se voltam para químicas de bateria sem níquel mais econômicas, como as baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP). Entre janeiro e fevereiro de 2025, a demanda por baterias NMC (níquel-manganês-cobalto) caiu 19%. Em 2024, a indústria de baterias representou aproximadamente 11,5% da demanda total de níquel.

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