Segundo um relatório da Moroccan Diplomatic de 18 de setembro, Marrocos e a China assinaram um memorando de entendimento para desenvolver conjuntamente um parque industrial integrado de alumínio de baixo carbono, com um investimento total de 3 bilhões de dólares. O acordo foi assinado em Pequim pelo fundo soberano marroquino, Ithmar Capital, e por várias empresas estatais centrais chinesas, sendo os parceiros chineses a State Grid Corporation of China e o Shanghai Electric Group. Conforme divulgado pela Africa Intelligence, a empresa privada Shanghai Fanghao Industrial Group e a State Power Investment Corporation desempenharam papéis intermediários fundamentais na cooperação. Esta última anunciou no início deste ano a construção de uma refinaria de alumina na Guiné com uma produção anual de 1,2 milhão de toneladas, que deverá fornecer um suprimento estável de matéria-prima para o projeto marroquino.
O núcleo "verde" do projeto reside na construção de infraestrutura de energia renovável complementar, incluindo usinas solares, parques eólicos e projetos de geração de energia a hidrogênio verde. Em termos de processos metalúrgicos, a futura fábrica adotará o método de eletrólise de alumina Hall-Héroult, com fases subsequentes podendo introduzir tecnologias de ponta, como ânodos inertes e reciclagem avançada de alumínio, para reduzir ainda mais a pegada de carbono. O local do projeto provavelmente será próximo a portos de águas profundas, como o Porto de Tanger Med, o Porto de Nador West Med ou o Porto de Jorf Lasfar, facilitando a importação de alumina como matéria-prima e a exportação de produtos acabados.


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