Em 17 de junho, o Equador reabriu oficialmente seu registro de concessões de mineração pela primeira vez desde janeiro de 2018, com o objetivo de atrair novos investimentos, simplificar o processo de licenciamento e combater a mineração ilegal. O registro havia sido suspenso devido a irregularidades sistêmicas, interrompendo a emissão de novas licenças por sete anos.
A ministra de Energia e Minas, Inés Manzano, anunciou que novos pedidos serão aceitos gradualmente, começando no terceiro trimestre de 2025 com a mineração não metálica de pequena escala, seguida pela mineração metálica de pequena escala em setembro. O registro será totalmente reaberto para todas as categorias de mineração no início de 2026. Os candidatos devem comprovar pelo menos dois anos de experiência em mineração. A empresa estatal Enami manterá os direitos de prioridade na apresentação de pedidos.
A medida gerou críticas de grupos indígenas e ambientalistas, mas o governo insiste que é necessária para restaurar o desenvolvimento legal dos recursos e conter as operações ilegais. O Equador, rico em cobre, ouro e prata, ficou para trás em relação a seus pares regionais devido a obstáculos legais e sociais.
A mineração ilegal agora abrange 19 das 24 províncias, muitas vezes ligada ao crime organizado. A reabertura faz parte de reformas mais amplas, incluindo possíveis novas taxas de mineração projetadas para gerar 229 milhões de dólares por ano. Os principais projetos futuros incluem Cangrejos, da CMOC, Cascabel, da SolGold, Warintza, da Solaris, e a expansão de Mirador Norte.



