Por
Publicado:
O preço da prata em dólares americanos disparou para novos recordes históricos, com o XAG/USD negociando em torno de US$ 109 por onça, conforme compras motivadas por momentum e um mais fraco continuam a impulsionar o mercado para cima.
O UBS afirma que a alta acima de US$ 100 reflete uma combinação poderosa de demanda dos investidores por metais preciosos e condições físicas apertadas, especialmente na Ásia.
Os preços da prata na China estão sendo negociados com um prêmio claro em relação a Londres, um sinal de que a pressão de alta no curto prazo permanece, apesar dos níveis já elevados.
Dito isso, o UBS está cada vez mais cauteloso em perseguir a alta.
Embora o momentum possa levar os preços a subir ainda mais no curto prazo, o banco argumenta que os níveis atuais provavelmente começarão a corroer a demanda industrial, que ainda responde por mais da metade do consumo global de prata.
O UBS traça paralelos com episódios especulativos passados, observando que, embora a prata possa teoricamente superestimar para níveis extremos em uma alta impulsada por momentum, a história sugere que tais movimentos tendem a reverter abruptamente uma vez que o sentimento muda.
O banco destaca que o boom da prata no final dos anos 1970 foi seguido por perdas de quase 70% em um ano e mais de 80% em dois anos, um lembrete de que altas rápidas podem ser seguidas por correções igualmente violentas.
Os fundamentos já mostram sinais de tensão.
Os preços altos começam a pesar na demanda da fabricação de energia solar, joias e talheres, enquanto os holdings de ETFs pararam de subir e o posicionamento futuro especulativo vem diminuindo desde o final de 2025.
Ao mesmo tempo, o UBS observa que a demanda física fora dos EUA permanece robusta, com prêmios na China e na Europa apontando para um aperto regional contínuo, mesmo que os fluxos para a Europa ajudem a aliviar as restrições de oferta.
Nesse contexto, o UBS elevou sua previsão de longo prazo para a prata para US$ 85 por onça, ainda bem abaixo dos níveis atuais à vista, enquanto aumenta sua meta de curto prazo para US$ 105 para refletir o momentum contínuo.
Em vez de adicionar exposição longa direta, o UBS prefere estratégias que aproveitam a volatilidade extrema de opções, que ronda 60%, argumentando que vender risco de baixa abaixo de US$ 75 por onça pode gerar rendimento para investidores com alta tolerância ao risco.
O banco conclui que a prata continua em alta por enquanto, mas alerta que o equilíbrio de riscos está se tornando cada vez mais assimétrico à medida que os preços sobem acima dos níveis justificados pela demanda subjacente.
Fonte:


