De acordo com o Mining Journal, a Meteoric Resources anunciou um aumento de 50% no volume de recursos do minério de terras raras de adsorção iônica Caldeira no Brasil.
Com base em um teor total de óxido de terras raras (TREO) de 0,1%, o volume de recursos minerais dentro da área licenciada do projeto Caldeira nos depósitos do norte de Dona Maria e Cupim Vermelho Norte aumentou para 1,1 bilhão de toneladas, com um teor médio de TREO de 0,2413%, incluindo um teor de óxido de terras raras magnéticas (MREO) de 0,0559%.

A proporção de MREO subiu para 23,2%. Atualmente, o conteúdo de praseodímio (óxido) é de 151 mil toneladas, neodímio é de 438 mil toneladas, térbio é de 4,8 mil toneladas e disprósio é de 25 mil toneladas.
O volume atualizado de recursos minerais medidos e indicados é de 589 milhões de toneladas, com um teor de TREO de 0,2655% e um teor de MREO de 0,0613%. Entre esses, o volume de recursos minerais medidos é de 37 milhões de toneladas, com um teor de TREO de 0,2982% e um teor de MREO de 0,0715%.
Stuart Gale, gerente geral da empresa, afirmou que a área norte do projeto tem potencial para desenvolvimento a curto prazo, mas antes de concluir o estudo de pré-viabilidade, esperam incluir o depósito de alto teor Barra do Pacu no volume de recursos.
A descoberta mais recente é a extensão sul da área preliminar de alto teor a céu aberto do depósito Cupim Vermelho Norte, que já havia passado por um estudo preliminar.
Três Projetos em Progresso Simultâneo
Atualmente, três empresas listadas na ASX, incluindo Meteoric Resources, Viridis Mining and Minerals e Brazilian Critical Minerals (BCM), estão competindo em projetos de terras raras no Brasil.
Gale afirmou que Caldeira não pode ser ignorado devido à sua grande escala, facilidade de beneficiamento e capacidade de produzir terras raras magnéticas específicas.
Caldeira também é um dos minérios de terras raras de adsorção iônica de maior teor do mundo. De acordo com pesquisas realizadas até agora, sua taxa de recuperação de óxido de terras raras magnéticas excede 50%.
Um estudo preliminar revisado em outubro do ano passado mostrou que, mesmo sob estimativas conservadoras de preços, o valor presente líquido pós-impostos do projeto excede US$ 800 milhões.
Com um custo de produção de TREO de US$ 6,74/kg, espera-se que o projeto gere US$ 4,25 bilhões em receita ao longo de 25 anos, se produzir 193,6 mil toneladas anualmente. O investimento de capital é de aproximadamente US$ 300 milhões.

Pioneira em Terras Raras
A Meteoric Resources é uma pioneira na exploração e desenvolvimento de terras raras no Brasil. A empresa começou a explorar o minério de terras raras Caldeira em 2022 e, desde então, tornou-se uma empresa em rápido crescimento e altamente competitiva.
A empresa pretende iniciar a produção até 2030, e o projeto Caldeira de baixo custo pode torná-la uma das produtoras de terras raras de menor custo do mundo.
A empresa afirmou que Caldeira pode remodelar o cenário atual da produção global de terras raras.
O minério de terras raras Ema da BCM concluiu seu estudo preliminar em fevereiro deste ano. O relatório indicou que, devido à extração in situ, seus custos são "muito baixos", com um investimento de apenas US$ 55 milhões e um valor presente líquido pós-impostos de US$ 498 milhões.
No mês passado, a Viridis também divulgou um relatório semelhante, afirmando que seu minério de terras raras Colossus requer um investimento de US$ 373 milhões, com um valor presente líquido de US$ 859 milhões. O depósito é único, com uma taxa média de recuperação de TREO de 57% e uma taxa de recuperação de MREO de 76%.

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